Ciência

Telescópio britânico é capaz de detectar a colisão de estrelas mortas

22 • 07 • 2022 às 17:36 Vitor Paiva
Vitor Paiva   Redator Vitor Paiva é jornalista, escritor, pesquisador e músico. Nascido no Rio de Janeiro, é Doutor em Literatura, Cultura e Contemporaneidade pela PUC-Rio. Trabalhou em diversas publicações desde o início dos anos 2000, escrevendo especialmente sobre música, literatura, contracultura e história da arte.

Um novo e poderoso telescópio britânico é capaz de detectar é capaz de detectar a colisão de estrelas de nêutrons, como são chamados os sois mortos, um fenômeno importante para a astronomia e os estudos do universo.

O Observador Óptico Transitório de Onda Gravitacional (GOTO) fica na altitude da ilha espanhola de La Palma, e trabalhará para rastrear sistematicamente as colisões: o fenômeno já foi registrado em 2017, mas totalmente por acaso.

O Observador britânica registra o céu limpo do alto da montanha em busca da luz da colisão

O Observador britânico registra o céu limpo do alto da montanha em busca da luz da colisão

-Imagem de estrela morta captada pelo Hubble é tão mágica que parece ficção

Esses “sóis mortos” são estrelas tão densas e pesadas que uma única colher de chá de sua matéria pesaria cerca de quatro bilhões de toneladas, e morrem quando colapsam sobre seu próprio peso.

A gravidade de tais corpos celestes é tamanha que eles acabam se atraindo, e eventualmente colidindo e se fundindo: o clarão dessa explosão brilha no céu por alguns dias.

Representação da NASA de uma das etapas da colisão de estrelas de nêutron

Representação da NASA de uma das etapas da colisão de estrelas de nêutron

-Colisão inédita entre buraco negro e astro misterioso é detectada por cientistas

É justo o registro desse fenômeno que o telescópio britânico busca do alto de uma montanha na ilha vulcânica na Espanha.

Consta que o impacto astronômico e gravitacional dessas colisões é tão grande que a onda se propaga por todo o universo e afeta todo e qualquer corpo no caminho, incluindo os átomos que formam cada pessoa na Terra, mesmo que não possamos sentir esse efeito. As informações são de reportagem da BBC.

Registro anterior da NASA de uma das luzes de colisões de "sois mortos" no céu

Registro anterior da NASA de uma das luzes de colisões de “sois mortos” no céu

-Nasa registra colisão de duas galáxias 250 milhões de anos luz da Terra

A colisão de estrelas 

Pelo fato de o clarão da colisão das estrelas permanecer pouco tempo exposto no céu, uma das partes mais importantes do trabalho do telescópio é conseguir detectar o fenômeno em pouco tempo.

Para isso, o equipamento fotografa todo o céu e o compara com o registro da noite anterior: retirando digitalmente estrelas, planetas e galáxias que estavam no céu na noite anterior, o que resta na imagem pode ser a colisão.

O GOTO registra o céu em detalhes com seus muitos "canhões" telescópicos

O GOTO registra o céu em detalhes com seus muitos “canhões” telescópicos

O telescópio fica no alto do Observatório Roque de los Muchachos com outros equipamentos

O telescópio fica no alto do Observatório Roque de los Muchachos com outros equipamentos

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© fotos 1, 4: GOTO Observatory/divulgação

© fotos 2, 3: NASA/divulgação

© foto 5: Wikimedia Commons


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