Ciência

Telescópio de US$ 10 bi da Nasa captura ‘berçário estelar’ e explosão de estrelas nas imagens mais profundas já tiradas do universo

12 • 07 • 2022 às 12:41
Atualizada em 13 • 07 • 2022 às 11:52
Redação Hypeness
Redação Hypeness Acreditamos no poder da INSPIRAÇÃO. Uma boa fotografia, uma grande história, uma mega iniciativa ou mesmo uma pequena invenção. Todas elas podem transformar o seu jeito de enxergar o mundo.

O substituto do telescópio Hubble, o James Webb, revelou pela primeira vez suas imagens.

As fotos, que foram reveladas em aguardada coletiva de imprensa feita pela Nasa, são consideradas os registros mais profundos e nítidos de nosso universo feito pelos seres humanos. Além disso, o novo telescópio de 10 bilhões de dólares da Agência Espacial Norte-Americana também conseguiu imagens do ‘Southern Ring’, um berçário de estrelas.

Telescópio James Webb consegue captar estrelas que estão há 13 bilhões de anos-luz de distância, ou seja, pode captar imagens diretamente do início do nosso universo

As imagens encantam pelas cores e detalhes

James Webb: o telescópio monstruoso de R$ 54 bilhões 

O James Webb custou US$ 10 bilhões (cerca de R$ 53 bilhões) e é o sucessor do Telescópio Hubble. Ele foi lançado em dezembro do ano passado e é considerado um grande avanço para a ciência.

– Imagens inéditas de sonda da Nasa mostram “fogueiras” na superfície do Sol

Confira a diferença entre as imagens do Hubble e do Webb:


As primeiras fotografias mostram o aglomerado de galáxias SMACS 0723, que está a 4,6 bilhões de anos-luz do nosso planeta. Ou seja, os registros captam fotografias diretamente do passado.

– Pela 1ª vez NASA capta imagens de ondas sonoras em choque com aeronaves supersônicas

Confira a diferença entre as fotos feitas pelo Hubble e pelo James Webb sobre o “berçário” de estrelas “Southern Ring”. Ele é uma uma nuvem interestelar de poeira, hidrogênio, hélio e gases ionizados resultado da explosão de uma estrela supermassiva acontecida há cerca de 2 mil anos luz do nosso planeta.

“Eu vi as primeiras imagens e elas são espetaculares”, contou Amber Straughn, uma das chefes do projeto, à BBC News. “Eles são incríveis em si mesmos como imagens. Mas o que elas sugerem para as nossas pesquisas é o que me deixa tão animada”, completou ela ao veículo britânico.

“Webb pode ver para trás no tempo logo após o big bang procurando galáxias que estão tão distantes, a luz levou muitos bilhões de anos para chegar dessas galáxias a nós”, disse Jonathan Gardner, que também lidera a pesquisa, ao The Guardian.

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