Ciência

Varíola do macaco: Anvisa cria comitê de emergência no Brasil; veja como se proteger

28 • 07 • 2022 às 19:47 Vitor Paiva
Vitor Paiva   Redator Vitor Paiva é jornalista, escritor, pesquisador e músico. Nascido no Rio de Janeiro, é Doutor em Literatura, Cultura e Contemporaneidade pela PUC-Rio. Trabalhou em diversas publicações desde o início dos anos 2000, escrevendo especialmente sobre música, literatura, contracultura e história da arte.

Foi anunciada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a criação de um comitê de emergência para acompanhar os casos de varíola do macaco no Brasil. O anúncio acontece dias após a Organização Mundial de Saúde (OMS) decretar a doença como “emergência sanitária global”: o trabalho do comitê terá o objetivo de pesquisar, registrar e informar à população sobre a situação da doença no país.

Representação conceitual de um dos sintomas da varíola do macaco

Representação conceitual de um dos sintomas da varíola do macaco, com erupções na pele

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Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil registra 978 casos da doença até o momento da publicação desta matéria, com 744 infecções identificadas em São Paulo, e 117 no Rio de Janeiro. A equipe técnica do comitê terá a função de produzir protocolos de ensaios clínicos, ajudar no desenvolvimento de medicamentos e tratamentos, informar sobre prevenção e pelo diagnóstico, em trabalho para combater a disseminação da doença.

Representação do vírus visto em um microscópio

Representação do vírus visto em um microscópio

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“A atuação do Comitê permitirá ações coordenadas e céleres para salvaguardar a Saúde Pública, reunindo as melhores experiências disponíveis nas autoridades reguladoras, permitindo acelerar o desenvolvimento e as ações que envolvem pesquisas clínicas e autorização de medicamentos e vacinas”, afirma a Anvisa, em comunicado. No mundo, a OMS contabiliza mais de 18 mil casos da varíola do macaco em 78 países, em “um evento extraordinário que constitui um risco à saúde pública de outros Estados através da disseminação internacional”.

Contágio e sintomas

A varíola do macaco é causada por um vírus, e é transmitida pelo contato com uma pessoa infectada, através de abraços, beijos, relações sexuais, secreção respiratória, bem como com objetos, tecidos e superfícies que tiveram contato com a pessoa infectada. A proteção da doença é muito semelhante aos protocolos de segurança da Covid-19: usar máscaras, manter distanciamento e higienizar as mãos e superfícies são formas de evitar o contágio.

As máscaras que protegem contra a Covid-19 também evitam o contágio da varíola

As máscaras que protegem contra a Covid-19 também evitam o contágio da varíola

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Os sintomas mais comuns são febre, dor no corpo, manchas, lesões na pele que se transformam em bolhas com líquido, com pus e crostas com pus ou sangue seco. Os quadros são geralmente leves, e o risco é maior para pessoas imunossuprimidas com HIV/AIDS, leucemia, linfoma, metástase, com doenças autoimunes, assim como gestantes, lactantes e crianças. Uma vacina já foi aprovada no Canadá, nos EUA e na Europa, e outras duas novas vacinas estão em consideração.

A OMS recomenda a vacina para evitar o contágio da varíola do macaco

A OMS recomenda a vacina para evitar o contágio da varíola do macaco

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© fotos: Getty Images


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