Ciência

Tremores de terra foram registrados no Rio Grande do Norte; entenda

03 • 08 • 2022 às 08:55 Vitor Paiva
Vitor Paiva   Redator Vitor Paiva é jornalista, escritor, pesquisador e músico. Nascido no Rio de Janeiro, é Doutor em Literatura, Cultura e Contemporaneidade pela PUC-Rio. Trabalhou em diversas publicações desde o início dos anos 2000, escrevendo especialmente sobre música, literatura, contracultura e história da arte.

Moradores do Rio Grande do Norte sentiram dois tremores de terra no último domingo, dia 31. O primeiro aconteceu por volta de 03h34, alcançando magnitude de 2,4 na escala Richter, e foi percebido na região do município de Maxaranguape, no litoral do estado, a cerca de 50 km da capital, Natal. O segundo aconteceu às 19h05 com magnitude de 3,7 na escala Richter, e foi sentido nas duas cidades litorâneas e também na capital do estado.

Registro do abalo das 03h pelo Laboratório Sismológico da Universidade Federal do Rio Grande do Norte

Registro do abalo das 03h34 pelo Laboratório Sismológico da UFRN

-Bahia tem 16 terremotos em um único município: abalos são comuns no estado

Segundo informações do Laboratório Sismológico da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), essa foi a atividade sísmica mais intensa registrada pelo laboratório no ano, com a mesma magnitude de outro tremor identificado em Marabá, no Pará, em janeiro. O epicentro dos fenômenos de domingo aconteceu no Oceano Atlântico e, apesar de ter sido sentido em diversos bairros de Natal, não houve registro de destruição ou feridos.

Registro do abalo pelo Laboratório Sismológico da UFRN

Registro do abalo das 19h05 pelo Laboratório Sismológico da UFRN

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O mais intenso tremor já registrado no Rio Grande do Norte aconteceu em 1986, atingindo magnitude de 5,1 na escala, e derrubando casas no município de João Câmara, em 30 de novembro: localizada a cerca de 80 km de Natal, a cidade é apelidada de “Terra dos Abalos”. O último terremoto registrado no estado se deu em 24 de junho, quando um abalo de magnitude 2 foi captado no município de São Paulo do Potengi, localizado a cerca de 70 km da capital.

Bairro da cidade de Maxaranguape, no litoral do estado, onde o abalo foi sentido

Bairro da cidade de Maxaranguape, no litoral do estado, onde o abalo foi sentido

-As misteriosas histórias de fantasmas em táxis japoneses após o tsunami de 2011

De acordo com dados do Ministério de Minas e Energia, anualmente o Brasil registra uma média de 20 abalos com magnitude maior que 3 pontos na escala Richter, dos quais, em média, 2 superam a magnitude de 4 na escala. Fenômenos com magnitude de até 2,9 são considerados abalos “micro”, e não são percebidos pela população: tremores com intensidade entre 3 e 3,9 são reconhecidos como abalos “pequenos”, capazes de serem sentidos mas sem causarem maiores danos.

Os tremores também foram sentidos pela população na praia de Maracajau

Os tremores também foram sentidos pela população na praia de Maracajau, em Maxaranguape

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© fotos 1, 2: Laboratório Sismológico UFRN/divulgação

© foto 3: Márcio Queiroz/Prefeitura de Maxaranguape/divulgação

© foto 4: Wikimedia Commons


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