Ciência

Vacina da UFMG contra covid recebe autorização para testes em humanos

05 • 10 • 2022 às 12:35
Atualizada em 05 • 10 • 2022 às 13:47
Yuri Ferreira
Yuri Ferreira   Redator É jornalista paulistano e quase-cientista social. É formado pela Escola de Jornalismo da Énois e conclui graduação em Ciências Sociais pela Universidade de São Paulo. Já publicou em veículos como The Guardian, The Intercept, UOL, Vice, Carta e hoje atua como redator aqui no Hypeness desde o ano de 2019. Também atua como produtor cultural, estuda programação e tem três gatos.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) liberou testes clínicos em seres humanos da vacina Spintec. O imunizante contra a covid-19 desenvolvido pela Universidade Federal de Minais Gerais (UFMG) em parceria com a Fiocruz possui tecnologia 100% nacional.

O ensaio clínico da vacina será realizado com pessoas entre 18 e 85 anos, que fizeram seu esquema vacinal completo ou receberam dose de reforço até o momento dos testes.

Imunizante com tecnologia 100% brasileira e produção nacional entra em fase de testes clínicos e reforça importância do investimento em pesquisa no País

Como a finalidade destes primeiros ensaios clínicos não é atestar a capacidade do medicamento em reduzir os efeitos da covid, mas atestar a segurança da Spintec, os participantes já serão pessoas vacinadas contra a doença.

Os testes de fase 1 são apenas reveladores sobre a segurança do imunizante para uso humano. Somente os testes de fases 2 e 3 é que demonstram a eficácia da vacina.

“Para a aprovação do ensaio clínico, a Anvisa realizou reuniões com a equipe da UFMG, a fim de alinhar todos os requisitos técnicos necessários para os testes e avaliou todas as evidências apresentadas, em caráter prioritário”, afirmou a agência.

“Os ensaios clínicos são os estudos de um novo medicamento realizados em seres humanos. A fase clínica serve para validar a relação de eficácia e segurança do medicamento e também para validar novas indicações terapêuticas”, completa a agência.

SAO PAULO, BRAZIL - JUNE 18: A health worker prepares a CoronaVac vaccine against COVID-19 during an immunization campaign for people at José Marcílio Malta Cardoso Basic Health Unit on June 18, 2021 in Sao Paulo, Brazil. According to official figures released by the Health Minister, the death toll in Brazil is approaching half a million victims. President Jair Bolsonaro faces a probe as the country undergoes the second-deadliest COVID-19 outbreak outside of the United States. Protests are being held against the Copa America, which is being played in four Brazilian cities amid a surge in cases and deaths. (Photo by Rodrigo Paiva/Getty Images)

Vacina contra a covid-19 do Butantan é fabricada no Brasil, mas tinha tecnologia desenvolvida pela SinoVac, empresa chinesa

A vacina utiliza duas partes do vírus que causa a Sars-Cov-2 para treinar o sistema imunológico contra a doença. Uma das partes é o Spike (S) e a outra é nucleocapsídeo (N).

“Estamos prontos para começar”, conta à Agência Fapesp Ricardo Tostes Gazzinelli, coordenador do Centro de Tecnologia de Vacinas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e pesquisador sênior da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

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Fotos: Graziella Rivelli/CT-Vacinas Foto 2: Getty Images


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